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Go!

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I was enchanted

É estranho perceber que tudo pode ser diferente, tudo menos azul, tudo menos rosa. O balcão do bar parece estar tão longe, mas está a meno...

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Corro muito, vou para todo lado levando comigo quem tá do meu lado... É o que eu te disse, eu sou assim. Wilson Sideral - Fugindo de mi...

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You found me!

Olhar por cima da cidade. Saber que tudo lá embaixo é tão minúsculo diante do que eu sinto por você! Este vento que bate contra nossos co...

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sexta-feira, abril 22

Forever and ever




Sempre dizem que depois da morte não existe mais vida. Sempre acreditei nisso. Era como olhar pelo espelho e, simplesmente, não me ver. Talvez um dia gostaria de experimentar essa sensação, mas não queria que fosse tão rápido.

Parece que foi ontem que você disse que me amava, mas que devia ir viajar logo. Eu gritei pela janela do apartamento dizendo para você não ir, que você não estava calmo suficiente para pegar a estrada - ainda mais a noite - mas como ninguém me ouve, ninguém nunca me ouviu, você pegou a estrada.

Era muito tarde, quase de madrugada, quando você chegou. Trancou a porta. Respirava ofegante.
Eu arrumava uns livros e estava sentada no chão, na beira da cama. Ouvindo você entrar eu gritei:
- Esqueceu a chave e subiu correndo, não é?
- Tam-bém é.. uma busca... sem cessar... c-o-m-o...
Eu me virei, é claro, você nunca falava desta forma. Seu olhar estava diferente, mais terno, mais... distante? Não sei. Achei que estava com vertigem, mas parecia que atrás de você tinha uma aura.
- Tudo bem? - Eu perguntei. Sabia que havia algo... diferente - se não até errado - estava ou tinha acontecido.
- Como você me vê? - Você disse, meio sorrindo.
- Lindo, como sempre. Mas eu não disse para você levar a camisa? - Eu te estranhava cada vez mais.
Mas foi quando você se aproximou da cama, ajoelhou-se no chão. Eu agora podia ver, atrás de você existia uma luz. Nunca tinha notado.
- As coisas aconteceram muito rápido, eu sai, coloquei a camisa e guiei. A ira me cegava. Dirigia rapidamente, a pista estava vazia, mas de repente sugiu um caminhão. Tudo se apagou. Do nada eu me vi na estrada sangrando. Meus pés não pisavam o chão, eu flutuava. Não conseguia pensar em nada, até que eu percebi que estava aqui na porta do apartamento. A respiração, parecia me faltar. Abri a porta e to aqui. Não consigo acreditar...
- Você não tá alucinando? - Eu tentava entender, realmente, o que estava acontecendo, até que você se levantou. Não, você não pisava, você... flutuava!
- Não entende? Eu não vivo mais neste mundo! Eu... morri...
Minha visão já estava embaçada, eram as lágrimas. Você se ajoelhou.
- Não sei por qual motivo, não sei porque estou aqui. Mas eu te amo. - Seu olhar era ternura, era amor. - Desculpa me ocultar de você, de discutir com você. Mas eu to aqui. Eu sei que eu vou estar, algo me diz que eu sempre vou estar aqui, para você, por você. - Você esticou suas mãos. Eu podia te tocar, eu sentia.
- Você vai ter que viver comigo para sempre, vai ter que me tolerar. - Meus olhos cheios de lágrimas, mas meus lábios me traíam, formavam um leve sorriso.
- Agora eu sei. - Eu sorria. - Você era o anjo que entrava em minha vida e saia rapidamente, mas que iria permanecer para sempre, somente em mim, para mim e por mim, como nos sonhos que tinha desde que te conheci. Nunca vai me abandonar? - As lágrimas rolavam pelo meu rosto. - Por que não consigo chorar de tristeza como as outras pessoas? - Mas as lágrimas corriam minha face. Não era tristeza.
- Porque você é a unica que me terá assim e me sentirá para sempre. - Eu sabia, você sabia. Era amor.

A cena se repete, se renova.
Foi estranho te ver ao meu lado de manhã, enquanto as outras pessoas choravam pela sua "morte". Era novo estarmos no banheiro e não te enxergar no espelho, ao meu lado. Mas era bom, e eterno, dormir e sentir o teu abraço, sentir o seu cheiro, tudo como era antes, unicamente para mim.

Se antes eu não acreditava em vida pós a morte, agora eu acreditava na vida eterna. Não somente, mas também em amor eterno.
E agora estamos eu e você aqui, numa só aura, num só sentimento. É bom sentir que as coisas foram bem cumpridas, que o amor une as pessoas até a vida eterna. E por fim, é bom demais saber que eu vivo, aqui, depois da "morte".

Vida, realmente vividas, e amores verdadeiros duram mais que uma vida, eu sei.

sábado, fevereiro 5

Go!



Era estranho estar novamente naquele lugar, naquele mesmo lugar. Sentei no banco de frente ao carrossel, a mochila nas minhas costas tinha tudo que eu precisava, algumas roupas e um sapato limpo, uma sacola nas mãos, que agora estava no banco, tinha apenas um livro, que pretendia deixar na frente da casa dele.
O carrossel funcionava mesmo sem ninguém sentado. As recordações logo vieram até mim, era possível te ver ali, te sentir ali.

"Novembro de 2008
- Tem certeza que quer andar? - Dizia ele só sorrisos.
- Tenho sim! Vem comigo? - ela disse sorrindo, sentindo o coração bater tão rapidamente.
- Vamos! - Disse ele puxando-a pelas mãos.
Sentaram, ela na frente dele. De tempos em tempos ela virava para ele e sorria. A cumplicidade era explicita. Logo o carrossel parou e eles desceram. Deram-se as mãos e os olhares se encontraram.
- Gostou?
- Gostei. - Ela disse abraçando-o. - Tudo com você é sempre melhor.
- Fique quieta e escute... Eu nunca estive tão feliz como estou agora. E devo tudo a você. Obrigada por tudo. - Ele disse à ela que logo sorriu."

Eu sorri recordando desta cena, a cena que me faria estar aqui, que me faria ter vontade de viver. Sei que a frase que ele havia me dito estava neste livro e logo poderia mudar a vida toda dele novamente.
Abri a sacola que estava ao meu lado e peguei o livro. Um livro branco, duas letras vermelhas o descrevia e na capa dizia GO.

"- Eu preciso te dizer. - Disse ele. - Não quero mais. Não quero que você sofra. Não quero que isso vá adiante também. Acabou. - Ele dava as costas."

Era mais estranho recordar essa cena do que estar ali no carrossel. Depois deste dia eu fui para casa, chorei mágoas, briguei com o mundo. Havia deixado tudo para viver aquele amor e o que o faria terminar tudo era a falta de vontade dele de viver.

"- Go! Vá em frente, minha querida, vá em frente!" - Ele dizia toda vez que eu tinha vontade de desistir de algo. Posso sentir as lágrimas correrem em meus olhos.

Levantei, com o livro nas mãos e fui até a porta da casa dele, onde tudo havia começado. Era em frente ao carrossel. Havia dobrado a parte em que mais gostava, que ele sempre me dizia quando estávamos juntos, que dizia: "Dizem que a vida é cheia de altos e baixos. Mais baixos do que altos, como você pode ver pela minha própria vida. Mas quando tudo estiver ruim, lembre-se destas duas letras que formam uma palavra. GO. Vá. Vá em frente. Escreva, desenhe, pinte, fotografe, dance, costure, atue, cante.Portanto, quando tudo estiver ruim, lembre-se destas duas letras que formam uma palavra. GO. Vá. Vá em frente.Apenas faça." E junto havia deixado um bilhete:

"E algo me diz sinceramente: quando eu colocar os pontos finais no meu livro, vou saber que cheguei a algum lugar, que eu percorri um caminho que precisava, ou melhor, deveria, e que nenhum arrependimento ficou no meu caminho. Eu saberia que fiz o meu melhor, fiz o que eu poderia fazer, o meu máximo, e que também saberia e ficaria satisfeito mesmo que o meu máximo não fosse bom o suficiente. Eu saberia que fiz o que pude. E vou ficar feliz. Muito feliz. Com certeza. Sim, você me ensinou a sempre ir, GO! Por favor não desista. Lembra do meu sonho de sair pelo mundo e dizer as pessoas o que realmente elas precisam saber, através do meu livro? Vou realizá-lo porque é preciso viver, é preciso ir. GO, GO, sempre!"

Deixei o livro ali e sai, ele saberia de quem era e porque era. Simplesmente, GO! Go, siga em frente! Até mesmo porque aprendi que a única maneira de controlar minha melancolia, é continuar sonhando.


Trechos em Itálico são do livro GO, do Nick Farewell. Compre aqui.

terça-feira, janeiro 25

Smile for love




- Tenho que te dizer uma coisa. - Ele disse sem olhar nos olhos dela.
- Hm, pode me dizer - disse ela, pegando a mão do garoto. - Confie em mim. - Ela sorriu, encorajando-o.
- É o seu sorriso! - ele disse largando a mão dela. - É a sua mão!
- O que tem meu sorriso e o que tem em minhas mãos? Não quer que eu me aproxime de você, me diga! - Ele abaixou a cabeça.
- Não queria que fosse assim. - Ele disse se afastando.
- Eu não te entendo, eu tento de confortar com o um sorriso e você diz que o problema é o meu sorriso, seguro as suas mãos para te passar segurança e você... simplesmente, diz que o problema são minhas mãos. Como assim? - Disse ela se afastando e ficando de costas para ele. - Sim! O problema, não sou eu... é... você! - Disse ela, chorando.
Ele se virou e correu, ficando de frente à ela.
- Não, não, não! Você entendeu errado! Não chora, não. Sim! O problema é o seu sorriso que faz meu coração sorrir também e os meus olhos brilharem. É! O problema é a sua mão na minha, sim... Você não notou, mas não sabe o quanto meu coração bate rapidamente quando o seu toque entra em contato comigo. É! De fato o problema não é você, sou eu. - Ela olhava para ele agora. - Sou eu que não sei controlar o coração que quer você aqui, o problema sou eu que não sei dizer não para você, o problema sou eu que te ama mais que tudo e não sei viver sem ti. Sim, o problema sou eu, mas você... ah, você! Você é a solução de todos eles... - Ele sorria em meio as lágrimas.
- Ei! Todos estão olhando... - disse ela, carisbaixa.
- Eu não me importo sobre o que pensam de mim, eu te amo e eu quero você! - Ele agora gritava. - Eu quero você! - Ela sorria.
- Eu te amo, eu quero você! - Ela disse, quase em um sussurro.
- Eu quero você. - Ele à envolvia em seus braços e os lábios se encostavam em um eterno amor, era gracioso de se ver.

domingo, novembro 14

I was enchanted



É estranho perceber que tudo pode ser diferente, tudo menos azul, tudo menos rosa. O balcão do bar parece estar tão longe, mas está a menos de 20 centímentros de mim. Parece que todo o bar está vazio e não lotado, e toca aquela musica em que eu dançava quando esbarrei em você. Maldito dia, devia ter dito aquelas benditas palavras "Eu estou encantada por você!"
Mas aqui estou eu, novamente na pista, dançando sozinha, mas sem seus olhos ao longe me acompanhando. Espero que aquele dia se repita, pois não há como não saber, eu ainda estou encantada por você!
Sempre vou me perguntar se você sabe que eu estou encantada por você!
Ainda não consigo dormir, será que você sabe, eu estou encantada por você! É estranho, isso fica sussurrando na minha cabeça "I was enchanted to meet you."
Devía ter dado meu telefone, descobrido seu sobrenome, seu hotel, ao menos um pouco da sua vida, mas é estranho querer que você entre por esta porta e diga que está encantado por mim. Será que você sabe que eu estou encantada por você?

domingo, novembro 7

14 de abril de 1994


E quando o frio me abraçar e quando o sol se esconder, eu vou ouvir você..

Leia ouvindo esta musica





Em 14 de abril de 1994, ele olhou para ela e os olhos cheios d'agua. "Adeus" foi tudo que ele disse, era estranho recordar, ela sabia. Estava no quarto, olhava pela janela, não sabia o que fazer. Era estranho ver tudo ir embora assim.
- Por que você fez isso? - ele dizia.
- Por que você não me disse? - ela gritava.
- Não queria que você soubesse, - ele sentava na cama, com os papeis na mão. - não queria, não queria! - agora ele gritava. - Não queria que você sofresse mais do que eu já sofri. Não queria nada disso. - Na voz dava para notar os soluços que ele tentava esconder.
- Sofrer mais do que descobrir assim? - as lágrimas saiam involuntariamente.
Ele nada respondeu. Só ouvia os soluços em cada canto do quarto.
- Eu fui feito para acreditar que eu nunca amaria ninguém. - ele rompia o silêncio - Eu fiz um plano: continuar sendo o homem que ama apenas a si mesmo... - ele agora, levantava - até o dia que você apareceu - apontou para a porta - me mostrando um melhor caminho, - sorria, mas as lágrimas ainda rolavam, ela conseguia ver, ela conhecia bem aquela voz, mesmo na escuridão do quarto - e tudo o que o amor pode trazer. - ele sentava agora novamente, com as mãos no rosto.
Ela se levantava e ia para perto dele. Ele, a evitou. Levantou e foi próximo à janela. Olhava para fora, onde a chuva caia.
- Meus dias cinzas só farão sentido com você... - ela dizia, em quase um sussurro, entre os soluços.
- Eu estarei ao seu lado. Estas cinco palavras que eu juro para você. - ele dizia, sem olhar para ela.
- Não importa o que você irá passar, - ela agora se aproximava e o abraçava - eu estarei aqui para quando você precisar.
Os dois choravam, ele tentava evitar abraça-la, mas logo estavam unidos, pelo abraço que os uniram, mas agora os fariam se separar.
- O meu erro - ele dizia entre soluços - foi não ter te contado antes. Talvez te preparado...
- Eu nunca quero te ver infeliz... eu pensei que você quisesse o mesmo pra mim.
Ele soltou-a. 
- No final, sempre há uma luz, sempre há um novo começo. Você sempre será minha luz, você sempre será o meu novo e o meu começo. - Olhou nos olhos dela. - Adeus. - E saiu.
Onde tudo havia começado, parecia que nada fazia mais sentido. Um pedaço havia indo embora e para sempre ela choraria por isso.

"Eu sou uma estrela, por mais que eu pare de brilhar a partir de um dia, eu sempre estarei refletindo o seu amor e assim você sempre será amada, mais por mim do que por todos. Mesmo lá longe, eu sempre vou te amar. Dois meses de vida não foram suficientes para conseguir te olhar nos olhos e dizer que eu te "deixaria", que eu não conseguiria te fazer feliz para sempre, que eu teria de partir. Dois meses foram suficientes para saber que você foi a minha vida e tudo que nela há de bom. Você sempre me disse que eu era o ser mais forte, mas eu sou fraco por não ter te dito tudo que eu precisei, tudo que eu quis, tudo que eu sempre quis. Mas você foi e sempre vai ser a minha vida.. Desculpa não te dizer isso antes. Agora pode ser tarde demais. Eu sempre vou te amar. 10/06/94" 

Um dos papeis diziam isto e nos outros haviam papeis dizendo sobre a sua morte, no dia 14/06/94, sobre a doença não diagnosticada que tiraria sua vida em poucos dias.

Ela sofreria, ali, calada. Mas ela sempre teria a certeza, que ele fora o amor da sua vida e que nada faria sentido sem ele ali, nem mesmo os dias de sol deixariam de ser dias cinzas, pois ele não estaria ali.


Meio clichê eu sei, mas eu foi o que eu conseguir escrever ouvindo a musica.

terça-feira, outubro 5

Love for you



- Eu vou te amar todos os dias de minha vida.
- Mas todos os dias não é muito?
- Não para o tanto que eu te amo. O tanto que eu te quero.
Ela abriu um sorriso.
- Nem a eternidade será o bastante.
Ele se aproximou dela e a beijou. O brilho do olhar dela já dizia tudo.
- Eu fecho meus olhos à noite, imaginando onde eu estaria sem você
na minha vida.
Ela sorria docemente.
- Não seria. Nem eu seria.
Ele sem jeito, sorriu e navegou na imensidão do olhar dela.
- Por quê? - ele a questionou.
- Porque você é a minha vida. E isto basta.
Os sorrisos se tornavam um só. E o abraço quente era movido a amor.
À troca de cumplicidade.
À troca dele e dela.

sábado, setembro 25

Letter for you

22 de dezembro de 1998, Londres

Louis,

Chove aqui em Londres, está tudo cinza. Você sabe o quanto este tempo cinza me assombra, não há muito tempo... Mas assombra desde que você decidiu ir para Madri. Era tão motivador dias cinzas quando você estava aqui comigo, hoje eles são o que eu mais evitaria, depois do seu olhar, se fosse possível.
As dores ainda são visíveis. Desde que você se foi, já me peguei inúmeras vezes tentando recordar o nome da rua onde era sua casa ai em Madri ou até mesmo, já me peguei dentro do aeroporto esperando por você. Em vão eu sei, mas eu não consigo controlar. Parece que a sua falta consome todo o meu ser e me faz agir sem pensar, porque o meu pensamento aaa... bem que eu queria saber por onde ele anda. Juro que não sei. Você não o viu por ai?
Tudo parece tão vazio neste apartamento desde que você se foi. As vezes olho pela janela lá embaixo, não sei se por reflexo, mas sempre vejo alguém com uma blusa igual a sua, aquela que eu usava nos dias cinzas e você adorava ve-la em mim. Desço as escadas correndo, ao chegar lá embaixo percebo que foi em vão. Não era você.
Quantas vezes, por ilusão, eu me arrumei e fui até o nosso barzinho favorito lá no Blackheath, onde a gente se conheceu. Sentava em alguma mesinha que dava para ver o bar todo e, sem querer, me via cutucando alguém e perguntando se era você.
O meu coração ao ouvir teu nome ainda bate forte, ele te chama quase toda hora, e as vezes chora.
Não encontro ninguém para me dizer se você pensa em mim. 
É impossível esquecer quando se ama assim deste jeito. 
Meu Deus, já cometi tantas coisas sentindo a sua falta... Me diz uma coisa, o que eu faço com esta parte do meu coração que ficou aqui, sem rumo, sem paz e que sempre chora e pede por você? Não sei como está sua vida ai sem mim... Não sei se pensa em mim, não sei se alguém já te beijou e se alguém já esteve onde eu estive com você, se alguém já sentiu seu abraço quente ou se ao menos você conseguiu pronunciar a palavra amor.
Já rasquei diversas cartas, porque nada consegue dizer... Não sei se vai receber esta carta, estou mandando ao seu antigo endereço, que por um acaso achei em uma camisa sua que você esqueceu aqui.

Eu sinto a sua falta meu amor... Não importa o tempo que passar, eternamente vou te chamar de amor.

PS.: Eu ainda te amo...
Beijos com saudades, Anne.
22:07

Trechos em negrito da musica Vou te chamar de amor - Zé Henrique e Gabriel aqui.

sexta-feira, setembro 17

Eu sou assim, ê

Corro muito, vou para todo lado levando comigo quem tá do meu lado... É o que eu te disse, eu sou assim.
Wilson Sideral - Fugindo de mim.
E lá estava ele. Era estranho estar ali, somente observando. Cada movimento era único e eu os conhecia perfeitamente, desde o jeito em que seu olhar estava perdido como você movimentava as mãos. Era incrível, como eu sabia, como eu achava que cada cena se repetia, pois os movimentos eram os mesmos.
Passa um carro ele entra e eu me pergunto, por que não fui falar com ele? Parece que estou a mil milhas de distância, mas eu te sinto perto.

Gente, me perdoem a falta de atualização, mas a falta de criatividade me apertou. Esperou que volte ao normal, riri

quarta-feira, setembro 1

You found me!



Olhar por cima da cidade. Saber que tudo lá embaixo é tão minúsculo diante do que eu sinto por você!
Este vento que bate contra nossos corpos, faz com que seu corpo aqueça o meu.
É incrível toda esta sintonia. Te sinto perto e longe ao mesmo tempo.
Queria que o tempo parasse. Permanecesse só eu e você para você saber o quanto eu te amo.

sexta-feira, agosto 20

Slowly drink this coffee



Enquanto o sol ainda revela suas faces, estou eu aqui, sentada nesta cadeira.
Acho que lá fora deve estar frio. Posso ver o vento sacudir as folhas da arvore.
Bebo lentamente este café, ele está tão quente que queima a alma. Olha a fumaça.
Acho que o contraste entre o nascer do sol e o café tão lindo, mas nada ilustra melhor do que a minha isonia e este café.
Olho este livro a minha frente, por que diabos eu ainda tento ler? Não sei a resposta para falar a verdade.
Fico eu aqui. Vai, me deixe só. Eu e o café. Talvez o sol queira me fazer companhia em mais uma noite de insonia.

domingo, agosto 15

Back to love



- Não pode ser - ela dizia olhando para porta onde ele estava, sem camisa, passando a mão no o cabelo molhado. - Por quê me diz? - dizia ela, agora levantando.
- Eu te amo - ele dizia agora se aproximando dela. Ela respirou fundo, abriu um leve sorriso na escuridão do quarto.
- Eu também te amo, não faz assim. - disse ela abraçando-o, apertando forte. - Acredite em mim, a gente tá aqui. Pensa só em nós. Não ligue para opinião alheia. - Ele a apertou mais forte.
- Não sai de perto de mim, nunca. - As vozes já eram sussurros.
Os lábios dele tocavam o dela, delicadamente, mexendo no cabelo.
- Eu vou te amar, até que os dias se escassez... - Ela dizia suspirando, enquanto ele a erguia e colocava-a na cama.
- Até que a cor azul do céu desbote... - Ele sorria na escuridão, dando beijos rápidos nela.
- Até que não haja mais sol ou nuvem. Até não existir mais eu ou você em lu... - ele a interrompeu beijando-a.
- Eu te amo, e isso basta. - e voltou a beija-la em meia a escuridão.

quarta-feira, julho 7

FINAL

desculpe o tamanho é que terminou mesmo! PARA VALER!





- Você vai ter que descobrir Lorena. - Deodoro disse olhando para mim.

Uma parte de mim queria ir, mas a outra temia e achava perigoso, mas as duas sabiam que era preciso arriscar para ter a minha vida novamente.

- Lu? - eu disse no interfone.
- Sim, quem é? - eu estava com medo, mas logo me adiantei.
- É a Lo! Namorada do Bernardo! Preciso trocar uma palavrinha com a senhora.
- Aa... sim, querida! Já abro. - esperei uns 2 minutos e meu coração batia loucamente.
- Fala Lorena! - disse o pai do Bernardo me abraçando e me transmitindo calor. - Entra, entra! - eu entrei e sentei no sofá longe deles.
- O que te traz aqui, querida? - disse a mãe do Bernardo. Eu fui direta ao ponto, Deodoro e Sofia não disseram nada em surpreender imortais. Não me deixei abater pelo calor e fui firme:
- Eu descobri um segredo, um segredo de séculos. Pietra a ruiva, voltou e levou o Bernardo. O calor de vocês está muito forte! E isso só acontece por vocês serem os mais fortes, os mais fortes imortais. - eu disse ficando em pé, cada vez mais longe deles.
- Desculpe-nos só o Bernardo sabe controlar esse calor. Essa Pietra! - disse o pai do Bernardo.
- Sabe quando você veio aqui e eu disse que tinha uma garota atrás da felicidade do Bernardo?  Você sempre foi essa garota.
- Eu preciso do Bernardo, eu queria a ajuda de vocês - eu disse, quase sem voz.
- Tudo bem nós ajudamos. - eu estava passando muito mal.
- Preciso sentar. - e tudo se escureceu.

Ao acordar olhei em volta, vi Deodoro e o pai do Bee conversando, Sofia e Lu observando. Fiquei pensando por que eles não passavam mal como passei ao ficar perto dos pais do Bee.
- Acordou a boneca! - disse Sofia fazendo todos olhar para mim.
- Agora você pode ficar perto de mim e da Lu, só não se esqueça de usar esse cordão, ele te protege do calor. - Junior olhou para lu.
- Achamos nas coisas do Be. - ela disse abaixando a cabeça.
- Ta melhor Lorena? - disse o Deodoro se aproximando.
- To sim - disse ficando em pé - Tem algum plano?
- Temos. - disse Sofia - Mas só podemos fazê-lo amanhã.

Observei a janela e já era noite.
Voltemos para casa e eu adormecia. Havia dormido muito nas ultimas 48 horas e logo de manhazinha já estava acordada. Esperei um pouco, logo Deodoro e Sofia já estavam acordados.
- É meio complicado o plano! - disse Deodoro - O poder da Pietra está no colar que ela usa, ele tem alguma coisa, como esse seu colar. Ela é imortal, mas uma imortal falsa, só o colar dela a deixa viva. Somente a família Sandiens são imortais verdadeiros. Mas para acabar com o poder dela é arriscado! - disse Deodoro, olhando nos meus olhos.
- Por que arriscado? É só puxar o colar e arrebentar. - eu disse.
- Não é não prima. - disse Sofia séria. - Temos que fazer um exorcismo e o seu Bernardo não pode ficar perto, pode acabar com a imortalidade dele, ele nunca mais existir.
- E onde eles estão vocês sabem? - eu perguntei ficando agitada.
- Geralmente, como disse o pai do Bernardo, ela leva o Bernardo para alguma praia, porque a luz da lua fortalece seus poderes. Mas são praias pouco movimentadas.
 - Mas por que o Bernardo, sendo imortal, não acaba com ela? - disse Sofia.
- Porque isso é errado - disse Deodoro - Se um imortal matar um imortal, ele corre o risco de nunca mais voltar a ter algum tipo de vida e, geralmente, eles tem algum motivo para ficar aqui, - ele virou para mim- o motivo do Bernardo é a Lorena. A Lorena pode morrer se o Bernardo matar a pietra.
- Ai meu deus - eu disse, não acreditando.
- Mas, se algum mortal matar um imortal falso, não acontece nada com o outro, mas só se ele estiver longe na hora do ritual.
- Precisamos encontrar o Bernardo. - eu disse.
- Precisamos rápido - disse Sofia - já temos os ingredientes. Precisamos encontrá-los até meia noite.


Procuramos em todas as praias, mas não os encontramos em nenhum lugar.
Pensamos, e por um momento lembramos da ultima e única praia que não havíamos procurado, era uma praia particular, com segurança armada, mas era a nossa única esperança de encontrá-los na região.
Havia segurança na porta, bolamos um plano que o Deodoro e a Sofia fingiam serem namorados, discutiam na frente deles e eu dava um jeito de entrar, assim fizemos, entre e comecei a procurar o Bernardo loucamente.
Quando ouvia algum ruído me escondia e observava para ver se não era a pietra.
Eu carregava uma mochila que tinha tudo que eu precisava.
Parei. Fiquei atrás de uma arvore, descansei um pouco,quando ouvi uma voz inconfundível, era pietra! Abri a mochila, coloquei no chão tudo que eu precisava: um livro, uma mistura verde, olho de cabra e alecrim (?) esperei para ver se tinha algum sinal do Bernardo, mas nada, mas um calor começava a mexer comigo e era familiar.
No livro dizia que eu precisava gritar, eu sentia medo.
Olhei para o relógio e era quinze para meia noite, comecei a pensar onde estaria o Bernardo quando ouvi:
- Sinto uma presença estranha por aqui, Bee! - era pietra.
Ele estava com ela, meu coração começou a bater mais forte, algo dizia para mim começar o ritual.
- CHAKISAKIMACUSHI! - eu gritei - CÂMASABICO! - gritei novamente.
De repente, passou pela minha cabeça que o Bernardo não podia ficar perto do ritual. Fechei os olhos desejei com toda a força do mundo que ele não estivesse ali, quando senti alguma coisa gelada no meu cordão.
Virei bruscamente e era pietra, joguei com tudo a minha mão para trás acertando-a, enquanto gritava:
- Bernardo, saia daqui, saia daqui!
Ela veio direto na minha menor defesa, havia grudado no meu cabelo e me transmitia um calor incontrolável.
- Cala essa boca! - ela gritou puxando meu cordão, arrebentando - o.
- Sua ruiva imbecil! - eu disse levantando e jogando-a longe. - Seu poder não é palio pro poder do meu amor!
Peguei o livro e comecei a gritar o que estava escrito, quando vi o Bernardo no meio da escuridão.
- Sai daqui Bernardo! Sai!
- Sai daqui mesmo Bernardo, eu vou resolver esse assunto meu amor! - disse Pietra jogando longe o livro que estava na minha mão.
- Aaa menina!
Peguei no cabelo dela e comecei a arrastá-la pela areia, quando ouvi o Bernardo:
- O colar! - e sumiu.
Por um momento eu tinha esquecido do colar.
- Sua piranha!
Eu senti alguma coisa me levantando, era à força da pietra.
Fechei os olhos e cai no chão, sentia muitas dores.
Pulei no pescoço dela com uma ira indomável.
- Isso é por você ser assim! - eu disse arrancando o colar dela.
- NÃÃÃÃÃÃÃÃO!

Senti alguma coisa muito forte caindo sobre mim.
Não lembro de mais nada.
A visão estava meio embaçada, fechei os olhos rapidamente e abri vendo um clarão. Levei as mãos nos olhos e vi que eu estava em um hospital. Olhei em volta e vi Deodoro sentado e agora vindo para perto de mim.
- Acordou! - ele disse com os olhos inchados. - Deu tudo certo, Pietra se foi! Sofia conseguiu entrar e terminar o ritual!
- Ma ... as e o... Bee? - eu perguntei.
Deodoro olhou pro chão, parecia desapontado.
- Não vimos ele na praia.
Uma lagrima rolou no meu rosto.
- O que aconteceu? Por que eu to aqui?
- Caiu uma arvore sobre você. - disse segurando a minha mão. - Ta tudo bem agora. Preciso te dizer uma coisa. - abaixou a cabeça.
- Pode dizer, é muito importante? - eu perguntei.
- Pra mim é. - ele disse num tom de nervosismo. - Quase tive um ataque de nervos quando soube que você se machucou. - ele não olhava nos meus olhos. - Sei que pode ser patético e que isso não muda nada para você, desde aquele acontecimento que a gente ficava, eu não vim mais para cá, você não sai da minha cabeça, nem do meu coração. - ele soltou a minha mão. - Eu te amo Lorena.
Eu me sentei na cama, observando-o, eu não disse nada.
Ele sentou perto de mim.
- Pode ser mais patético ainda, mas eu nunca fui safado, eu me fazia de safado por você e você parecia gostar. - ele soltou um sorriso e eu também.
Ele veio se aproximando, tirou o cabelo do meu rosto.
- Seu sorriso é tão lindo. - e me beijou, mas eu afastei.
- Desculpa, mas eu amo o Bernardo. - novamente senti o nariz ardente e as lagrimas rolavam.
Não conseguia parar de chorar, onde estaria o Bernardo? Ele estaria bem? Com quem? Por que não estava comigo?
Deodoro saiu do quarto, fiquei sozinha novamente com meu choro. Logo vi meu pai.
- Filha que bom que você está acordada! - me abraçou - Sua mãe está ai! - eu olhei nos olhos do meu pai, ele parecia feliz e tranqüilo.
Avistei a minha mãe na porta, fazia 2 meses que não à via.
- Que barriga é essa? - eu disse impressionada.
- 4 meses querida! - todos rimos.

Voltei pra casa. Descobri que havia quebrado um pé e algumas costelas. Descobri que ninguém soube da real história. Descobri que a Ju ainda era minha amiga e que a Jo havia se mudado. Descobri que Deodoro era apaixonado por mim e que ele e a Sofia eram muito legais. Só não descobri onde estava o Bernardo e isso não me deixava bem.
Passei a ir para o colégio, nenhum sinal do Bernardo. chorava todo dia de saudade. Qualquer coisa me fazia lembra-lo. Eu andava agasalhada, sentia frio, sentia falta daquele calor que só sentia com o Bernardo.
Havia passado um mês desde que tudo havia acontecido. A dor da falta me corroía.
- Filha? - era o meu pai por trás da porta.
- Pode entrar pai.
Mais uma vez eu estava no quarto, essa minha rotina desde tudo que havia passado.
- Eu e sua mãe vamos amanhã para Europa - disse sentando. - quer ir com a gente? - esticou um passaporte. - Pode ser melhor para você. - E saiu pela porta.
Tudo havia mudado, eu havia me tornado mais compreensiva e menos rebelde. Descobri que o amor modifica as pessoas e que o amor verdadeiro dura séculos.
Levantei, fui até a sala.
- Pai - ele olhou para mim. - vou para França.
Meus olhos estavam cheios de lagrimas, dei um sorriso e sai.
Ainda tinha a esperança de encontrar o Bernardo, mas nenhum sinal.
Fui à casa da Ju, me despedi, sem lagrimas, ela me compreendia.
Passei na casa dos pais do Bee. Eles me deram uma fotografia em que estava eu e o Be, que eu não sabia que havia tirado, fui embora.
Antes de ir para casa sentei na praça, onde eu e o Bernardo ficávamos juntos. Por um momento parecia que o Bernardo estava comigo, podia sentir seu calor.
Voltei para casa sentindo o Bernardo comigo, como não sentia há algum tempo.
Fiz as malas e fomos para o aero porto. Olhava atentamente ao redor pensando em encontrar em algum desses rostos o bernardo, mas nada.
- Voo 3945. - disse a aero moça.
- Vamos filha, nosso voo.
Eu observei tudo em volta atentamente, mas nenhum sinal do Bernardo, nem sinal do seu calor.
Criei coragem, enxuguei as lagrimas, quando ouvi abafado:
- Lorena!
Olhei rapidamente, mas não vi ninguém.
- Rápido, Lorena! - disse minha mãe quase entrando no vôo.
Segui em frente, estiquei meu passaporte, quando ouvi novamente.
- Lorena!
Sai correndo, era o Bernardo.
- Bernardo!
As lagrimas rolavam insistemente nos nossos rostos. Eu estava novamente nos braços do Bernardo.
- Eu te amo! - nós dissemos juntos e nos beijamos.
- Ultima chamada, vôo 3945!
Olhei apreensiva pro Bernardo.
- Eu vou para França! - ele disse com um sorriso que eu sentia falta.
Seu calor me envolvia, e seguimos em frente com em um abraço.
novamente estávamos juntos!

Back to you it always comes around, back to you. I tried to forget you, i tried to stay away but it's too late over you, I'm never over.



terça-feira, junho 22

Herói de uma guerra


Os dias passavam e a situação piorava a cada dia. As bombas haviam acabado com a cidade. As praças, as escolas, as casas que traziam tantas recordações estavam demolidas.
Nos olhos das crianças liam-se desespero e tristeza, era mais um dia de dor.
As famílias de longas gerações que haviam se mantido até ali intactas eram interrompidas pelos barulhos estrondos das bombas e pelas marcas de sofrimentos que nunca seriam removidas.
Entre lágrimas e angústias de verem vários rostos com marcas de uma violência brutal que envolviam culpados e inocentes, haviam vários soldados que lutavam para ajudá-los, dia a dia, correndo risco de vida e sofrendo por não poder fazer nada para salvá-los.
Dentre muitos soldados havia um ali que havia me chamado à atenção, chamava Chales.
Algumas pessoas ali diziam que ele era antipático e até grosso com as pessoas, mas eu não conseguia concordar com essas afirmações. Ele tratava tão bem as crianças, perguntava se elas estavam bem, dava um abraço paterno e sempre enxugava as lágrimas que rolavam a cada abraço.
Eu sempre o observava. Ficava ali com os meus colegas. Era tímido, não me aproximava.
Certo dia, após uma longa batalha de dois dias tentando salvar crianças dos estrondos de uma escola, com os sentimentos à flor da pele, eu vi Chales retirando uma criança com vida. Meus olhos rapidamente foram invadidos por lágrimas que rolavam a minha face e dos companheiros.
Chales com a criança no colo, perguntava se ela estava bem, passava a mão na sua cabeça tirando o pó e a abraçava firmemente. As lágrimas de Chales faziam trilhos limpando a poeira nas costas da criança. Ela soluçava. Todos aplaudiam à Chales como se ele fosse um herói.
Os pais da criança a reconheceram imediatamente, Chales passou a criança para os pais e saiu.
Os companheiros davam parabéns a ele pela coragem e pela competência.
Faziam-se exatos três meses que nós estávamos ali, sem notícias da família e um acontecimento assim mexia com todos. Eu não tinha filhos, não tinha família, eles haviam sido levados por uma guerra e desde esse dia eu tinha prometido tentar, pelo menos, proteger ou até se por uma dádiva salvar uma vida.
Chales saiu em meio à multidão, eu fui atrás dele. Ele andava rapidamente, eu seguia-o em meio à multidão. Queria dar um gesto de amizade ou algo do tipo, parabenízá-lo pela braveza.
Em questão de segundos, ele havia sumido diante a multidão, uma multidão que chorava e aplaudia aquele homem.
Procurei por todos os lados, não havia nenhum sinal de Chales. Resolvi voltar ao acampamento, beber algo
e voltar a batalha.
Logo avistei em frente a mim alguém sentado, lendo um papel, era Chales. Apoiado na bagagem ao sol quente, eu pronunciei seu nome, ele rapidamente levou a mão no seu rosto, dava para ver claramente, secando as lágrimas. Levantou-se dobrando o papel que estava em suas mãos.
- Precisam de mim? Já estou indo. Só sentei para descansar um pouco. - Ele disse rapidamente.
- Não, calma. Só queria parabenizá-lo. Foi um grande ato de coragem! - Eu disse me aproximando e abraçando-o.
Chales chorava visivelmente.
- Calma! Não chore!
- Não é isso, rapaz. - Ele dizia enxugando as lagrimas.
- Faz exatos três meses que eu não sei nenhuma notícia de minha filha. Ela perdeu a mãe logo cedo, ficou com a avó. No dia em que eu fiz as malas, ela sorria para mim e dizia que era para mim salvar muitas crianças. Seu sorriso era de afeto. Falava que eu era um herói, porque eu tinha entrado na casa em a mãe dela estava e tirado ela dos estrondos com vida. Deu-me este papel, com este desenho. - Chales chorava, eu apenas observava-o. - Estava aprendendo a escrever e escreveu isso para mim.
Chales esticou as mãos no me entregando o papel. Nele havia um desenho, o desenho era um homem, visivelmente era Chales, com algo no colo, parecia um bebe ou algo embrulhado e tinha uma mulher com asas. Embaixo tinha uma escrita, parecia letra de criança que ainda aprendia a escrever, mas dava para ver nitidamente escrito "Papai, mamãe se foi com um anjo. Você é o meu herói, salva crianças, mas se não conseguir você sempre será meu herói. Mamãe cuidará delas, ela é um anjo. Eu amo você".
Eu não conseguia disfarçar, chorava junto com Chales. Eu me aproximei dele e dei um abraço afetuoso, dizendo:
- Ela deve estar orgulhosa de você! Herói!

Deste dia em diante, eu passei a olhar as pessoas de uma forma diferente, tentava enxergar além do que os olhos podem ver as crianças principalmente, via nos olhos delas dor e perda e sempre as abraçava, fazendo mesmo sem elas saberem, meus filhos. Filhos da vida. Mas meus filhos.



STOP AND STARE

quinta-feira, junho 17

Nono capítulo

PRA QUEM NÃO CONHECE CLIQUE (AQUI) desculpem o tamanho é para terminar logo :X




Acordei tudo estava escuro, devia ter anoitecido, sentia o vento da janela batendo no meu rosto, quando notei a presença de alguém no quarto.

- Lorena? - no momento reconheci a sua voz.
- O que você faz aqui? - silêncio, ele se aproximava. - E que horas são? Faz tempo que você está ai? - eu estava encostada na janela e o Bernardo se aproximando.
- O que é isso Lorena? Está com medo de mim? O que houve? Está diferente comigo! - ele havia se aproximado, estava frente a frente a mim, eu não conseguia olhar nos seus olhos. - Olha para mim. - eu desviei e sentei na cama.
- Não há nada Bernardo! - mas a minha voz não me ajudava em disfarçar. - Está tudo bem. Só que pareço que eu durmo a um bom tempo. O que faz aqui? - tentei voltar ao normal, mas não conseguia, a respiração estava ficando ofegante, eu não sabia disfarçar.
- Aa. Eu entrei pela janela, ninguém percebeu. - ele dizia mostrando satisfeito consigo mesmo. - Faz umas 3 horas que eu estou aqui a te observar. - ele se aproximava novamente.
- Então, - eu disse levantando. - Como foi lá com a ruiva? - Fiquei próxima à escrivaninha.
- Ta fugindo de mim é? - ele disse levantando.
- Por que estaria fugindo de você? - eu estava começando a me sentir mal por mentir tanto para ele.
- Não sei Lorena. - o silêncio invadiu. Eu não conseguia desviar o olhar do chão. Só podia ouvir a minha respiração ofegante que praticamente ocultava a respiração do Bernardo.

Depois de algum tempo, ouvi Bernardo dizer, devia ser para si mesmo.

“Não podia ter acontecido isso, não podia!”

Então, eu interrompi o pensamento alto dele e perguntei o que não podia ter acontecido, ele foi breve e respondeu:

- Isso. - se levantando.
Eu fiquei em silêncio. Esperava algo mais do que só 'isso'. Mas ele não respondeu nada. Andava em círculos, não tirava o olhar do chão. Quando de repente a Pietra apareceu na janela.
- Eu sei o que está acontecendo! - meus pensamentos estavam confusos novamente.
O que ela estava fazendo ali e o que ela tinha a ver com a minha história com o Bernardo?
Bernardo ficou frente a frente da janela e dizia:
- Saia daqui, saia daqui! - mas a ruiva ignorou o e entrou no meu quarto ficando frente a frente a mim.
- É Bernardo, eu estou de volta, meu amor! - apontou o dedo para mim - E você, suma do meu caminho, ou eu acabo com você! - ela estava saindo do quarto - Bernardo se você demorar 10 minutos que seja, você vai se arrepender. - E assim se foi.
Eu estava em choque e o Bernardo parecia não saber o que falar.
- É uma longa história, séculos e séculos, faz eu terminar com você, se eu não for ela acaba com a sua alma e eu nunca mais posso te encontrar. vai doer desta vez, como todas as outras, mas essa vai ser diferente a gente tá junto, vai ficar tudo bem, confia em mim? - ele olhou nos meus olhos, me transmitiu um calor diferente e saiu do quarto.
Eu não sabia o que fazer, senti as lágrimas rolarem no meu rosto, parecia que uma parte de mim tinha ido embora com aquele calor, eu podia prever que não veria o Bernardo por um tempo e isso fazia As lágrimas escorrerem insistemente, mas algo era diferente, eu não podia simplesmente perder o Bernardo assim.
ouvi baterem na porta.
- Lorena? - ouvi do outro lado da porta, era o meu pai- ta ai? preciso falar com você! - enxuguei as lágrimas.
- Pai? não to me sentindo bem. - disse de cabeça baixa e ele entrou no quarto.
- Eu preciso falar, amanhã eu vou para Europa. - ele coloca a mão no meu queixo e levanta o meu rosto - Tá chorando filha? - Eu não aguentei e o abracei. - O que é filha?
- É o Bernardo. - eu já estava soluçando, molhando a blusa do meu pai.
- calma filha calma, já falou com os pais do Bernardo? Se você quiser eu fico mais tempo aqui.
- Mas e a mamãe?
Eu estava muito triste, não pensa em procurar os pais do Bernardo, mas era necessária, era necessário ele para minha sobrevivência.
- Ela vai ficar bem eu sei. -ele estava sereno.
- Obrigada pai. - o abracei e ele ficou mexendo no meu cabelo e eu adormeci.

Eles devem ter me dado alguma coisa, porque eu dormi tanto. Acordei era meio dia. Era incrivel como havia dormido tanto.
Fui direto para cozinha comer alguma coisa, eu estava faminta, quando ouvi:
- E ai Lorena? - por um momento achei que era um vulto, mas olhei firmemente e era Deodoro.
Eu não estava para conversa a uma hora dessas do campeonato, peguei a tijela e sentei na mesa.
- Não estou para papo Deodoro!
- Ê, pera ai, eu ouvi tudo do meu quarto ontem - disse ele sentando na cadeira do meu lado - eu já sabia disso.
- Aa não me diga?! - eu disse ironizando a situação.
- Ele é imortal, assim como os pais dele! - eu engasguei com o cereal. - Por isso mortais como você e eu nos sentimos mal perto dos pais do Bernardo, porque eles são os mais fortes e o seu namorado controla a temperatura deles.
- Você não sabe nada! - eu disse gritando e me levantando, mas ele com uma voz calma continuou:
- Errado, eu sei de muita coisa, sei que eles migram a cada 2 anos, sei sobre o calor deles, as aparições do nada. eu pesquisei prima, assim que eu te vi com ele. Eu não posso te deixar na mão de qualquer um, eu tenho que saber quem é.
- Aaa ta! estou acreditando ra ra! - Por fora eu me fazia de durona, mas por dentro eu não podia acreditar naquilo que ouvia.
- É Lorena, é verdade. - disse Sofia, entrando na cozinha. - Não duvida, é sério. Pra valer! - eu estava em choque.
- Quem mais sabe? - eu queria saber.
- Não, só nós dois, três. - disse Deodoro. - A gente quer te ajudar, sabemos o que fazer.
- Pode confiar Lorena, esse é o motivo para mim e o Deodoro ficamos e só o nosso pai ir. Foi dificil convercer! - disse sentando.
- Ai meu Deus, o tio Sergio! Eu nem me despedi dele.
- É claro te doparam hoje cedo. eu não queria ficar, mas Deodoro, insiste em te proteger! - eu dei um olhar pro Deodoro e ele estava de cabeça baixa, fiquei com vergonha e abaixei a cabeça também. - Então quando vamos começar? Não quero ficar aqui mais de uma semana! - disse Sofia.
- Tudo bem Sofia! Não vamos demorar, mas e ai Lorena, tá disposta a ter seu namorado de volta?
- Ele é a minha vida! - eu disse levantando.
- Ê calma ai! Come, porque a gente vai precisar de força, você ainda tá com os efeitos do remédio, termina de comer e vai pro seu quarto que eu e a Sofia vamos estar lá, nós temos um plano.

Terminei de comer, nunca tinha visto o lado Deodoro não-safado, mas ele ia me ajudar a salvar o Bernardo e isso bastava.
Subi pro meu quarto e eles estavam lá.
- Fecha a porta com chave, para ninguém ouvir. - Tranquei a porta. - Então nós somos três mortais contra sei lá quantos imortais, na minha pesquisa não diz nada o quão é o poder deles e nós não temos nenhum poder. - Ele olhava nos meus olhos enquanto dizia.
- Fica complicado assim! - disse Sofia, sarcasticamente. Eu só observava.
- Pensei em ir na cada dos Sandiens, mas não daria muito certo!
- Sandiens? - eu quis saber. - Quem são?
- Bernardo Sandiens. - disse Deodoro.
- Sobrenome lindo! Lorena Sandiens! perfeito! - eu disse.
- Caindo na real Lorena! O único jeito de descobrir alguma coisa é você ir na casa deles e tentar descobrir alguma coisa. - disse Sofia. - Mas não sabemos o quanto os pais do Bernardo são fortes e se eles realmente gostam de você.
- É, pode ser que eles nem estejam no Brasil a uma hora dessas! Mas o único jeito é ir na casa do Bernardo.
- Talvez eles não saibam de nada. eles disseram que o Bernardo não dorme em casa a dias - disse observando Sofia e Deodoro.
- Você vai ter que descobrir Lorena. - Deodoro disse olhando para mim.


acho que semana que vem eu já terminei (YN) A imagem, nunca tem nada a ver com o post HUAUA

quinta-feira, junho 10

continuação

PRA QUEM NÃO CONHECE CLIQUE (AQUI)

- pa-i? - eu não sabia o que dizer.
- oi minha filha, esse é o seu namorado? - nesse instante que eu vi o bernardo ao lado do meu pai.
- prazer, senhor ...? - disse o bernardo, esticando a mão.
- prazer bernado. - eu estava impressionada como o meu pai sabia que eu tinha um namorado e que ele chama bernardo, fiquei só observando.
- então, como posso chamá-lo senhor?
- a! pedro henrique. pedro para você.
- certo. queria pedir a mãe da sua filha, senhor pedro, em namoro. - disse o bernardo com um tom de voz nada casual.
- com certeza bernardo, fui com seu jeito! vamos entrar filha? você vem também bernardo?
- não dá senhor, tenho que passar em casa. - bernardo olhou em minha direção e eu estava paralizada. ele abriu a porta me deu um beijo no rosto. - certo lo? tenho que ir agora! é isso ai pedro! - e logo eu o vi do outro lado do carro.
- vamos filha? - e assim, eu entrei. Pensando em como tudo havia acontecido rapido e achando que o perigo havia passado, que tudo havia se tranquilizado sem sofia e deodoro.
conversei com o meu pai sobre tudo, europa, negocios, empresa, paisagens,colegio, amigos, mamãe, bernardo, menos de EU ir para europa.
- talvez seja melhor pedro! - ouvi da cozinha minha tia dizer.
- é talvez seja melhor. não pensei ainda. - meu pai disse, e passou por mim na escada. e ai, vai sair?
- aaa, não sei ainda! - eu disse.
- toma - me direcionando notas de cem. - vai se distrair sem o bernardo, por mim?
- ta pai. eu te amo. - e o abracei forte, e sai.

enquanto eu andava pela rua, fiquei pensando em tudo que havia acontecido, a volta do meu pai, amigas do bernardo, garota nova, colégio.
mil e uma coisas passavam na minha cabeça, meu pai teria voltado para me buscar? bernardo queria somente amizade com a garota nova do colégio? por que eu achava que meu pai já conhecia o bernardo? e o bernardo a ruiva?
virei a esquina e dei de cara com os pais do bernardo.
- lorena! - disse a mãe do be, me abraçando, me transmitindo um calor incomum. - como você está querida?
- lu e junior! eu estou bem e vocês? - eu disse, me afastando. no olhar de ambos havia um brilho, diferente.
- estamos bem! tem visto o bernardo? à dias ele não aparece em casa! só come alguma coisa  e sai! - eu fiquei perplexa diante daquela afirmação.
- tenho sim. eu preciso ir, estou atrasada. nos falamos depois? - eu disse saindo.
- a tudo bem! - virei as costas e sai à passos largos, e sentia o olhar deles me seguindo. nunca havia me sentido tão estranha como me senti próxima deles.

voltei para casa, muitas coisas me atormentavam, calor excessivo, sensação estranha ao estar perto dos pais do bernardo sem ele, a ruiva nova no colégio, os dias que o bernardo não dorme em casa. essa história, estava me cheirando mal.

deitei na cama, pensando em tudo isso. tentava achar uma maneira de desvendar esses mistérios todos. ali adormeci.

acordei tudo estava escuro, devia ter anoitecido, sentia o vento da janela batendo no meu rosto, quando notei a presença de alguém no quarto.

sábado, junho 5

oitavo capítulo !


PRA QUEM NÃO CONHECE CLIQUE (AQUI)



 - Olha a hora Lorena!
- Calma tia, já tô acordada, saindo do banho já.- Sai do banho e desci correndo, quando vi o Bernardo na porta, me esperando.
- Bom dia bee! - eu me aproximei e dei um beijo rápido nele, enquanto ele me puxava pela cintura.
- você ta linda lo! - com um olhar divertido para mim.
- vamos, be! Já estamos atrasados!
- certo Lo, - ele me beijou e fomos pro carro. ele ligou o som e tocava 'back to you'. - over you, i'm never over, over you ?  - Bernardo cantava.
- bee, meu pai ta na cidade.
- agora, eu vou poder falar com ele!
- sei lá, ele ta diferente, mamãe não veio, disse que ela ficou lá a negocios.
- aa legal lo! - estávamos próximos ao colégio já, faltavam algumas ruas só. - a gente vai chegar juntos, ou você quer que eu pare mais longe um pouquinho?
- não sei bee! aa, vamos chegar juntos!
- te amo lorena! - bernardo estava com o olhar distante.
- eu também bee! - havíamos chegado ao colégio, bernardo se levantou e abriu a porta para mim, segurando a minha bolsa.
Os olhares foram todos direcionados para nós dois.
- to ficando constrangida bee. - eu disse me aproximando do ouvido dele, enquanto ele levava a minha bolsa, me abraçava pela cintura.
- tudo bem minha vida! - e se aproximava umas amigas antigas do bee.
- e ai ber! - disse a beatriz se aproximando.
- e ai beatriz? conhece a minha namorada? - bee me puxou pela cintura, ficando assim, mais próximos.
- aa - ela fez uma cara de quem não havia curtido - prazer! mas qualquer coisa me liga  baby!
- ele não vai precisar querida! - eu disse arrastando o bernardo, praticamente. - por que você tinha essas amigas?
- não sei lorena! - ele me encostou na parede - você me modificou! eu não sabia o que era certo ou errado, antes de você. - e seus lábios já estavam nos meus. quando ouvi um amigo do be.
- aaaaaaa bernardo! bolsa rosa! sempre desconfiei! HUAHUAHUAUH e ai bernardo! - bernardo se virou.
- e ai guiii!- e o abraçou, e eu encostada na parede observando tudo.
- e ai rapa! velho, não te vejo em festas, futebol nem nada! peguete ainda? - ele disse, se direcionando a mim.
- não gui! a minha vida agora é a lorena, minha namorada! - dei um sorrisinho.
- aaaa sim! prazer guilherme! - me comprimentou.
- lorena, prazer!
- pô, parceiro, qualquer coisa, estamos ai! - e se afastou, então, ouvimos o sinal. como eu e o bernardo tinhamos idades diferentes, nos distanciamos.
Durante a aula, revi muitos amigos, mas nada tirava da minha cabeça as amigas do be!
Soou o sinal, avisando fim da aula.
- então a gente se vê! - uma moça ruiva, alta, bonita, pele clara, falava com o bernardo.
- certo até lá.
- tchau be! - ambos foram para direções diferentes.
- e ai, minha vida! - bernardo disse me abraçando.
- quem era aquela? - e saimos andando.
- pietra, guria nova no colégio.
- onde vocês vão? - eu disse mudando o tom de voz.
- eu vou com ela, na livraria lá no centro. ela vai encomendar  as apostilas dela, e eu também. vamo lorena?
- eu tenho que falar com o meu pai, eu tenho que ficar pelo menos um dia em casa ne bee?
- é. - ele disse, e fomos em silêncio, até chegar na minha casa. - está entregue lorena! - disse, se aproximando. - ai lorena! - ele brincava com o meu cabelo, enquanto me dava beijos rapidos.
- Opa! Opa! - era o meu pai na janela. Bernardo, se afastou  e eu abri o vidro.


é a história, está chegando ao fim, digamos que essa é a reta final. eu vou continuar postando ela seguidamente. espero que daqui a menos de um mês já tenha postado tudo rs. porque a história já está pronta! é isso. beijos

sexta-feira, maio 28

sétimo capítulo !


"Querido diário,
bernardo e eu fomos ao shopping, ao cinema, passamos o domingo todo juntos.
quando eu cheguei em casa já era tarde, já era depois do jantar e todos aqui estavam na sala, vendo tv.
o deodoro fez as mesmas gracinhas de sempre, a sofia estava no pc, o tio e a tia estavam conversando.
a tia quis saber onde eu tava e com quem, eu disse que com o ee, ela acabou dizendo que a gente vai se enjoar, mas eu nem liguei , cumprimentei meu tio e subi.
tomei banho e agora estou aqui.
aaa e quanto ao jantar, foi super&nbspbacana, os pais do bernardo parecem adolescentes  e eles são quentes :S. acho que eles não são aqui, vou perguntar pro bernardo.
aa amanhã começa as aulas, to ansiosa para estrear a bolsa nova!
o bernardo vem me pegar aqui em casa para irmos juntos!
o bom da volta as aulas é que logo a sofia e o deodoro vão embora, que eu e o bernardo vamos assumir na frente de todos o nosso namoro, porque só os amigos do bee e as minhas amigas que sabem.
e falando em voltar, meus pais desde que foram para a europa não me ligaram nem nada, apesar deles não ligarem muito para mim eu os amo. tenho medo de eles voltarem para o brasil e quererem me levar para a europa,  eu tenho muito medo disso e ainda posso ficar sem o bernardo.
perai tem alguém batendo na porta."


Abri a porta e tive uma surpresa, minhas pernas bombearam e eu não sabia o que fazer, então corri pro abraço.
- paaaaai! que saudades! - eu o abracei com força, fazia meses que eu não o via.
- lorena fernandes! como você tá linda, filha! - ele dizia acariciando os meus cabelos.
- e a mamãe? ela tá ai? - eu queria que a resposta fosse negativa, porque minha mãe não ligava para mim, ela só se fazia perto do meu pai e só o meu pai me apoiava, se ele viesse para me buscar ele me entenderia, já a minha mãe não.
- sua mãe não veio, ficou lá há negócios. já que nesse mês, ela abriu uma loja de óculos, que tá dando muito certo. - sua expressão havia mudado -  você vai jantar ou já jantou?
- acabei de chegar pai, mas acho que não quero não. é tão bom te ver! - eu me aconcheguei ao abraço dele - quando a mamãe vem?
- não sei filha, - ele disse me soltando do abraço - talvez mês que vem ou no próximo fim de semana, não sei querida, os negócios da sua mãe andam consumindo o tempo todo dela e ela mandou presentes para você!
- a legal! papai, eu vou dormir, to muito cansada, amanha eu tenho aula cedo, a tarde a gente se fala? - eu disse com a mão na porta, ele se aproximou me deu um beijo no rosto e saiu.

" Meu pai tá aqui *--*, mas amanhã eu falo com ele, quando eu chegar do colégio.
Preciso ir dormir já são onze e quarenta! beijo"

Continua...



layout novo *-* eu quem fiz, e sim, meus lays são gratuitos :P s2

quinta-feira, maio 6

continuação do sexto capítulo ! o/


PRA QUEM NÃO CONHECE CLIQUE (AQUI)


- eu também te amo loo. - ele me abraçou mais forte - eu tenho tanto medo de te perder lorena! - minha voz meio sufocada pelo abraço do bee, meu ouvido no coração dele, batimentos acelerados.
- você nunca vai me perder! O amor nunca separa dois corações que se amam!
- aa lorena! - ele me abraçou mais forte me erguendo à altura dos seus labios que logo encontraram os meus, e de leve me colocou na cama, seu corpo pressionava o meu. meus labios no dele, as mãos dele deslizavam nas minhas costas até que tirou a minha blusa.
- BERNARDO! - era a mãe dele na porta.
- mãe? - disse o bernardo sentando na cama.
- coloca a blusa? - eu não sabia onde colocar o rosto, eu estava muito envergonhada.
- o jantar está pronto, deixem isso para mais tarde, já tive a idade de vocês a muito tempo, mas tive! - eu tava muito sem jeito com aquela situação toda, mas o bernardo parecia meio tranquilo (?). Ele levantou da cama assim que ela saiu, e me puxou contra ele pela cintura, e a outra mão tirava o cabelo de frente ao meu rosto, eu estava transpirando com aquela agitação toda.
- calma lorena, tá tudo bem. banho ou comer?
- banho. - eu disse envergonhada.
- é a porta ao lado, eu também vou tomar banho- bernardo disse entrando no banheiro. assim, eu peguei as minhas coisas e quando estava na porta ouvi vindo do banheiro no quarto do bee.
- looooorena, eu te amoo, looorena ♪ - sem ritmo, e sem algum tipo de afinação, mas a musica era para mim, eu sai achando graça.
ao sair do banho eu desci as escadas, e todos estavam me esperando na mesa.
o jantar foi muito agradavel, a mãe do bernardo super educada, e parece ser uma amiga de infancia, e o pai do bee, super simpático e bem humorado, pareciam que gostaram de mim. ao terminar o jantar, subimos eu e o bee, para o quarto dele.
- AAAA lorena, todo mundo se encanta por você! - bernardo disse vindo do banheiro, agora com um short e sem camisa. - por que você é assim? - ele deitou na sua cama, enquanto eu estava sentada na mesa de seu computador observando -o. - vem cá loo? - batia a mão ao seu lado na cama. eu me levantei e sentei ao lado dele, - coloca sua cabeça aqui? - e batia a mao em seu peito atraente. - vem? - ele dizia, e assim eu obedeci, colocando a cabeça em seu peito ouvindo novamente seu coração.
- Bee, - eu disse levantando a cabeça e ficando proxima aos labios dele, enquanto olhava fixamente aqueles olhos castanhos que me pertenciam, e ele me puxando pela cintura para mais perto dele, e assim, eu estava emcima dele novamente. - eu te amo bernardo!
- eu te amo lorena! - e ficamos assim, eu ouvindo o coração dele bater aceleradamente, e ele me abraçando me transimitindo calor. - vamos ver as estrelas? eu sei que elas me levaram até você! - eu levantei meu rosto, até eu poder olhar nos olhos dele, e ele captou o sinal.
levantamos e fomos olhar as estrelas da varanda de seu quarto que eu nem sabia que tinha.
na varanda havia uma cama-sofá, que nos deitamos em um abraço olhando as estrelas, naquele negro ceu. ele me aquecia e ali eu adormeci.
Ao acordar, pude notar que eu não estava na varanda eu estava no quarto do bee. olhei para o lado e vi o bernardo me observando, com aqueles olhos brilhantes e negros, lindo como sempre.
- você estava linda, parecia um anjo! - ele se aproximou e me deu beijo na testa. - sua tia me ligou, - disse levantando- mas eu conversei com ela e ta tudo bem! - sentou no sofá, com um sorriso lindo- parece que eles vão sair agora a tarde, você quer ir? ela disse que se você quiser ir tem que avisar até as 11 e agora são 10. vai lo? - eu sentei na cama, e fiquei frente ao sofá dele.
- quer me dispensar bee? - eu disse com um olhar divertido para ele.
- não lo, - ele disse se aproximando, - amanhã tem aula, vamo sair hoje, loo? só nós dois? - ele sentou do meu lado, tirando o cabelo dos meus olhos, e perto do meu ouvido - vamo loo? - meus labios nos dele.
- vamoo bee!

Continua...




HUAHUAHU, sim eu postei por causa de um fã desesperada, que não me deixava em paz, brinks, virou amiga já s2 (Naty). como vocês estão? aos poucos eu estou retribuindo os comentários, talvez esse fim de semana, eu termine de ler tuuudo! tudo bem? obrigada a todos, eu amo mt mt mt vocês! s2 beijos.

sexta-feira, abril 30

Back to me.



A cada dia fica mais dificil.
Olho pela janela, só há neve caindo. Sento em frente a lareira, tentando me aquecer, mas o gelo que há dentro de mim não permite se derreter.
Pego o jornal, tentando me entreter, tentando me concentrar, mas a voz do meu coração não quer calar.
Jogo, me desfaço, finjo que tudo está certo, bebo champagne para afastar a solidão, ligo o som no ultimo para distrair o pensamento, saio na tempestade de neve para me congelar, mas o fogo da minha alma arde mais forte ao vento.
A cada dia fica mais dificil, não me trancar dentro de ti, porque a cada pulsar do meu coração, é preciso do seu calor para me aquecer. Esse frio está acabando comigo, e a minha fala está embaçando a vidraçada, a lenha está acabando, onde está você? Back to me.


ain meu Deus, ficou muito ruim! :XXX saiu em 6 minutos, não era para ficar assim, mas eu estou com pouco tempo para postar, e eu não queria deixar sem nada :], gente bom fim de semana! semana que vem tem continuação da história! *-* e sim, back to me, é uma mania s22.

quarta-feira, abril 21

continuação do sexto capítulo

PRA QUEM NÃO CONHECE CLIQUE (AQUI)




passava um filme na minha cabeça. mas eu sabia, se quisesse um relacionamento sincero eu teria de contar essa mudança.
- quer saber agora, assim, no meio da rua?
- vamos comprar o material e lá em casa você me conta.
- certo bee. - fiquei frente  a frente a ele, ficamos ali na calçada, nos beijando.
entre beijos e abraços, compramos o material, bernardo me ajudou a escolher as cardenetas e a bolsa, havia muitas opções. depois comemos na lanchonete e fomos pra casa dele, já era umas sete e meia.
- Oi, filho! sumiu hoje hein? - disse o pai do bee, abrindo a porta.
- pois é pai, tava com a loo. - bernardo, estava na minha frente, então não dava pra me ver ainda.
- aaaaaa mais uma das suas namoradinhas é? - eu não curti o ' uma das namoradinhas' dele.
- não pai, 'A' namorada. - isso eu gostei.
- AÉ, filho? e quando apresenta ela? - bernardo saiu da minha frente e disse.
- Hoje! - abriu um sorriso largo e me abraçou pelos ombros.
- Ah meu Deus! que bonita, ela é! qual seu nome? - disse o pai de bernardo estendendo a mão.
- Lorena, mas pode chamar de loo. - apertei a mão dele.
- Prazer junior! - disse ele.
- AAA! o prazer é meu senhor! - ambos pareciam felizes, pai e filho.
- MAAAE! vem aqui! - gritou bernardo.
- oi meu filho - logo apareceu a mãe dele.
- Minha namorada Lorena. - disse bee.
- prazer senhora, - eu disse.
- aa não querida! deixa esse senhora pra lá! me chame de Luu!eu sabia bernardo, que tinha uma garota atrás de tanta felicidade! Lorena querida, bernardo anda radiante! cantarolando pela casa, feliz como nunca o vi! - abri um sorriso largo, olhei para o bee, ele parecia meio sem jeito.
- mãe! - disse ele num sussurro, meio que advertindo a mãe.
- o que foi bernardo? deixe a lorena saber que ela te faz beem, como ninguém fez antes. fico muito feliz bernardo!
- eu também fico feliiz bee. Lu, me chame de Lo, certo?
- Sim, Lo, querida! Janta com a gente? - olhei para o bee.
- Mãe, trouxe ela pra isso ;) a gente vai subir lá no quarto, guardar as coisas e daqui a  pouco a gente desse tá?
- aham - e sairam andando, bee e eu subimos as escadas.
- vem cá, - disse o bee me guiando - vamos conversar. - ele abriu uma porta e entramos, era o quarto dele, era enorme. - senta ai loo. - tirou a blusa e ligou o ar condicionado. - tá quente aqui né?
- un run. - e ele puxou uma cadeira de frente a mim.
- meus pais gostaram de você! - eu abri um sorriso. eles já notaram o quanto a gente se gosta.
- também acho Bee - levantei da cadeira,- o dia foi agitado hoje né? - abri as sacolas. - olha, que liinda! - peguei a bolsa - não é?
- ela é linda lo! você vai tomar banho agora? queria que você me explicasse quem são aqueles lá na sua casa. - sentei de frente a ele.
- você quem sabe Bee, preferia conversar agora. Mas não sei. - ele pegou nas minhas mãos.
- Lo, me conta então. :D - eu tinha que contar a história toda, desde o começo.
- Be, é uma longa história!
- Eu quero saber Lo, temos tempo! - levantou, sentou perto do sofá que era perto da janela do seu quarto.
- Então, - disse levantando e sentando ao lado dele- quando eu tinha 12 anos mais ou menos, a familia do tio Sergio unia nas festas com a minha familia. nessa epoca, Deodoro, tinha uns 14 anos.
- HMM.
- quer saber mesmo? - eu disse.
- to querendo lorena. - seu tom ja não era mais casual.
- num dia desses de fim de ano, eu e o deodoro, ficamos sozinhos em casa. eu estava dormindo, e não vi, não sabia. então, eu levantei normal, achando que eu tava sozinha. de top e shortinho, pegando leite. lembrando naquela epoca eu nem te conhecia, Bee. eu tinha uma queda pelo Deodoro.
- Tinha né? - disse, se levantando e ficando observando ao lado de fora da janela.
- deodoro, nesse dia se levantou e foi atras de mim na cozinha e a gente se beijou.
- ruun... - disse o bee.
- e sempre a gente se encontrava à noite, no meio da noite quando nossos pais saiam e a gente ficava, até o dia em que a gente estava se beijando e a sofia nos pegou, e contou pros nossos pais. eles ficaram sem vir aqui por um tempo e agora eles voltaram :( mas nesse tempo todo eu fiquei sem falar com eles e dai eu te conheci. eu mudei meu jeito de ser por você. eu podia ficar com quem eu quisesse mas menos com você! - levantei, cheguei perto da janela, coloquei a mao na cintura dele - e eu passei a te amar. - ele virou para mim e disse:
- mas agora vocês não vão ficar aos beijos não é? - fiquei de frente com o bernardo, abracei-o, e perto do ouvido dele eu disse:
- só se for com você! Eu amo você. bernardo!

CONTINUA ...


então gente, é isso, to voltando mesmo! agora sem nenhum trabalho eescolar, eu to na boa agora! como vocês eestão? beijos.

 
Criado em 2020 Só Podia Né? Juliana Elias