sexta-feira, março 5

Ainda pode haver esperança



Os dias estão sem sentido, a vida está sem nenhuma doçura, tudo está triste, nada há cor, o sentido de viver não é o mesmo, tudo está arruinado, tudo está por um fim, não há mais sentido algum de viver, o telefone chama.
- Aloô?
- Beatriz? - era uma voz de mulher.
- Sim, quem és?
- Olha, eu preciso de sua ajuda, eu to aqui num precipicio, à beira da morte. Nada vem até mim. Lembrei de suas palavras, do seu abraço quando estava triste, do seu ombro amigo para eu chorar, mas me diz, onde ele foi? Por que ele me deixou? Eu não quero mais viver, a vida está sem sentido! - a voz era familiar, mas eu não tinha certeza, afinal, ela tinha sumido, eu não tinha ideia onde ela estava, mas mesmo assim respondi.
- Não importa o que 'ele' tenha feito, tudo o que acontece com você e tudo o que você vive é único, só te pertence, e a vida? AA! A vida, nela você pode fazer tudo, e se você a tirar você ficará sem nada, não poderá voltar a atrás.
- Mas dear... - nesse momento à reconheci.
- Sem essa Giuli, ele não te merece! A vida é muito mais que um simples namorado, ou um simples garoto, a vida gira em torno de você, em torno de tudo o que você vive e se ele te largou, presta atenção, ele é um idiota completo! Você é a garota mais linda do colégio, a mais inteligente, e sim, a mais amiga de todas! - eu ouvi um ' RÁÁ' do outro lado.
- Não sei o que seria de mim sem você. - falou ela, quebrando o silêncio. - Você é minha melhor amiga Bee! - e desligou.
Não sei até agora onde ela está, se está bem, o telefone não chama, só dá ocupado, não sei onde ela está, a familia dela está em desespero, e eu? Sem a minha irmã/amiga mais nova, tudo por causa de um garoto, tudo por causa de uma coisa insignificante.
Talvez ainda haja esperança dela me perdoar, talvez ainda haja esperança dela voltar.