quinta-feira, julho 29

Dark outside

 Então deixa que o tempo vai cicatrizar
                                           Ele te trouxe até aqui, mas pode te fazer mudar - Deixa o tempo, Fresno


É difícil olhar pra trás e ver que tudo acabou assim. Bem, não queria que nada fosse tão dolorido, mas é inevitável a dor quando se tem uma perda. Queria poder te confortar de alguma maneira, mas é como se a gente tivesse no escuro, querendo descobrir sempre o que há na nossa frente, mas a razão nos faz abrir os olhos quando a luz se acende contrariando a emoção que quer que a luz sempre fique apagada e quer que tudo fique como está, tapando nossos olhos com suas mãos e nos deixando no escuro, para seguir o coração e tentar descobrir só no tato. Confuso, mas real. Acho que a tempestade se aproxima, preciso ir. Já sinto as gotas caindo em cima de mim. Preciso correr. Talvez a tempestade passe. Vou sentir sua falta, nas minhas tardes. Mas a tempestade se aproxima não tenho mais tempo. Tudo vai se acalmar.



But it's time for me to go home, it's getting late, dark outside, i need to be with myself in center... clarity, peace, serenity.

sexta-feira, julho 16

where's my creativity ?



Admito para todos que queiram ver, ler, que eu tenho admiração para aqueles que possuem a criatividade aguda, aquela criatividade que nunca vai embora e sempre tem novidades à dizer em contos, poesias, histórias.

Muitos dizem para mim "Mas Ju, você tem um projeto super criativo... Faz layouts maravilhosos, como não tem criatividade?" - Perai! Eu sou uma daquelas pessoas que tem ataques de criatividade. Não, não é todo dia. É difícil sair um texto super criativo desta cachola. Na maioria das vezes, eu aproveito esses ataques de criatividade e tchan! Faço o texto, ou melhor dizendo, escrevo corroendo a alma para sair muita coisa.

Não gosto de textos óbvios. Aqueles textos que dizem 'Fulana era amiga de Ciclana, casou com Bertano...' e por ai vai.
Gosto de textos que prendem o leitor, que nos transfiram de lugar, que façam com que imaginemos os personagens, que traga-os mais perto da imaginação possível, nem que seja uma realidade paralela.
Gosto de detalhes.

As pessoas que acompanham o meu blog a mais tempo já devem notar que eu gosto de escrever sobre sentimentos. Na maioria das minhas ondas de criatividade eu escrevo sobre sentimentos. Acho isso muito significativo. Gosto muito mesmo.

E sim, eu leio bastante. Gosto de ler vários tipos... Tenho tentado gostar de poesias... MAAS é muito difícil e olha que o meu lado sentimental fica meio poético. Complicado não?

Enfim, espero que a minha criatividade volte logo, preciso escrever, porque desde que o inverno começou as minhas escritas rarearam de uma forma expressiva. Volte logo! Never say goodbye.
E para vocês, meus queridos leitores, peace and love!

quarta-feira, julho 7

FINAL

desculpe o tamanho é que terminou mesmo! PARA VALER!





- Você vai ter que descobrir Lorena. - Deodoro disse olhando para mim.

Uma parte de mim queria ir, mas a outra temia e achava perigoso, mas as duas sabiam que era preciso arriscar para ter a minha vida novamente.

- Lu? - eu disse no interfone.
- Sim, quem é? - eu estava com medo, mas logo me adiantei.
- É a Lo! Namorada do Bernardo! Preciso trocar uma palavrinha com a senhora.
- Aa... sim, querida! Já abro. - esperei uns 2 minutos e meu coração batia loucamente.
- Fala Lorena! - disse o pai do Bernardo me abraçando e me transmitindo calor. - Entra, entra! - eu entrei e sentei no sofá longe deles.
- O que te traz aqui, querida? - disse a mãe do Bernardo. Eu fui direta ao ponto, Deodoro e Sofia não disseram nada em surpreender imortais. Não me deixei abater pelo calor e fui firme:
- Eu descobri um segredo, um segredo de séculos. Pietra a ruiva, voltou e levou o Bernardo. O calor de vocês está muito forte! E isso só acontece por vocês serem os mais fortes, os mais fortes imortais. - eu disse ficando em pé, cada vez mais longe deles.
- Desculpe-nos só o Bernardo sabe controlar esse calor. Essa Pietra! - disse o pai do Bernardo.
- Sabe quando você veio aqui e eu disse que tinha uma garota atrás da felicidade do Bernardo?  Você sempre foi essa garota.
- Eu preciso do Bernardo, eu queria a ajuda de vocês - eu disse, quase sem voz.
- Tudo bem nós ajudamos. - eu estava passando muito mal.
- Preciso sentar. - e tudo se escureceu.

Ao acordar olhei em volta, vi Deodoro e o pai do Bee conversando, Sofia e Lu observando. Fiquei pensando por que eles não passavam mal como passei ao ficar perto dos pais do Bee.
- Acordou a boneca! - disse Sofia fazendo todos olhar para mim.
- Agora você pode ficar perto de mim e da Lu, só não se esqueça de usar esse cordão, ele te protege do calor. - Junior olhou para lu.
- Achamos nas coisas do Be. - ela disse abaixando a cabeça.
- Ta melhor Lorena? - disse o Deodoro se aproximando.
- To sim - disse ficando em pé - Tem algum plano?
- Temos. - disse Sofia - Mas só podemos fazê-lo amanhã.

Observei a janela e já era noite.
Voltemos para casa e eu adormecia. Havia dormido muito nas ultimas 48 horas e logo de manhazinha já estava acordada. Esperei um pouco, logo Deodoro e Sofia já estavam acordados.
- É meio complicado o plano! - disse Deodoro - O poder da Pietra está no colar que ela usa, ele tem alguma coisa, como esse seu colar. Ela é imortal, mas uma imortal falsa, só o colar dela a deixa viva. Somente a família Sandiens são imortais verdadeiros. Mas para acabar com o poder dela é arriscado! - disse Deodoro, olhando nos meus olhos.
- Por que arriscado? É só puxar o colar e arrebentar. - eu disse.
- Não é não prima. - disse Sofia séria. - Temos que fazer um exorcismo e o seu Bernardo não pode ficar perto, pode acabar com a imortalidade dele, ele nunca mais existir.
- E onde eles estão vocês sabem? - eu perguntei ficando agitada.
- Geralmente, como disse o pai do Bernardo, ela leva o Bernardo para alguma praia, porque a luz da lua fortalece seus poderes. Mas são praias pouco movimentadas.
 - Mas por que o Bernardo, sendo imortal, não acaba com ela? - disse Sofia.
- Porque isso é errado - disse Deodoro - Se um imortal matar um imortal, ele corre o risco de nunca mais voltar a ter algum tipo de vida e, geralmente, eles tem algum motivo para ficar aqui, - ele virou para mim- o motivo do Bernardo é a Lorena. A Lorena pode morrer se o Bernardo matar a pietra.
- Ai meu deus - eu disse, não acreditando.
- Mas, se algum mortal matar um imortal falso, não acontece nada com o outro, mas só se ele estiver longe na hora do ritual.
- Precisamos encontrar o Bernardo. - eu disse.
- Precisamos rápido - disse Sofia - já temos os ingredientes. Precisamos encontrá-los até meia noite.


Procuramos em todas as praias, mas não os encontramos em nenhum lugar.
Pensamos, e por um momento lembramos da ultima e única praia que não havíamos procurado, era uma praia particular, com segurança armada, mas era a nossa única esperança de encontrá-los na região.
Havia segurança na porta, bolamos um plano que o Deodoro e a Sofia fingiam serem namorados, discutiam na frente deles e eu dava um jeito de entrar, assim fizemos, entre e comecei a procurar o Bernardo loucamente.
Quando ouvia algum ruído me escondia e observava para ver se não era a pietra.
Eu carregava uma mochila que tinha tudo que eu precisava.
Parei. Fiquei atrás de uma arvore, descansei um pouco,quando ouvi uma voz inconfundível, era pietra! Abri a mochila, coloquei no chão tudo que eu precisava: um livro, uma mistura verde, olho de cabra e alecrim (?) esperei para ver se tinha algum sinal do Bernardo, mas nada, mas um calor começava a mexer comigo e era familiar.
No livro dizia que eu precisava gritar, eu sentia medo.
Olhei para o relógio e era quinze para meia noite, comecei a pensar onde estaria o Bernardo quando ouvi:
- Sinto uma presença estranha por aqui, Bee! - era pietra.
Ele estava com ela, meu coração começou a bater mais forte, algo dizia para mim começar o ritual.
- CHAKISAKIMACUSHI! - eu gritei - CÂMASABICO! - gritei novamente.
De repente, passou pela minha cabeça que o Bernardo não podia ficar perto do ritual. Fechei os olhos desejei com toda a força do mundo que ele não estivesse ali, quando senti alguma coisa gelada no meu cordão.
Virei bruscamente e era pietra, joguei com tudo a minha mão para trás acertando-a, enquanto gritava:
- Bernardo, saia daqui, saia daqui!
Ela veio direto na minha menor defesa, havia grudado no meu cabelo e me transmitia um calor incontrolável.
- Cala essa boca! - ela gritou puxando meu cordão, arrebentando - o.
- Sua ruiva imbecil! - eu disse levantando e jogando-a longe. - Seu poder não é palio pro poder do meu amor!
Peguei o livro e comecei a gritar o que estava escrito, quando vi o Bernardo no meio da escuridão.
- Sai daqui Bernardo! Sai!
- Sai daqui mesmo Bernardo, eu vou resolver esse assunto meu amor! - disse Pietra jogando longe o livro que estava na minha mão.
- Aaa menina!
Peguei no cabelo dela e comecei a arrastá-la pela areia, quando ouvi o Bernardo:
- O colar! - e sumiu.
Por um momento eu tinha esquecido do colar.
- Sua piranha!
Eu senti alguma coisa me levantando, era à força da pietra.
Fechei os olhos e cai no chão, sentia muitas dores.
Pulei no pescoço dela com uma ira indomável.
- Isso é por você ser assim! - eu disse arrancando o colar dela.
- NÃÃÃÃÃÃÃÃO!

Senti alguma coisa muito forte caindo sobre mim.
Não lembro de mais nada.
A visão estava meio embaçada, fechei os olhos rapidamente e abri vendo um clarão. Levei as mãos nos olhos e vi que eu estava em um hospital. Olhei em volta e vi Deodoro sentado e agora vindo para perto de mim.
- Acordou! - ele disse com os olhos inchados. - Deu tudo certo, Pietra se foi! Sofia conseguiu entrar e terminar o ritual!
- Ma ... as e o... Bee? - eu perguntei.
Deodoro olhou pro chão, parecia desapontado.
- Não vimos ele na praia.
Uma lagrima rolou no meu rosto.
- O que aconteceu? Por que eu to aqui?
- Caiu uma arvore sobre você. - disse segurando a minha mão. - Ta tudo bem agora. Preciso te dizer uma coisa. - abaixou a cabeça.
- Pode dizer, é muito importante? - eu perguntei.
- Pra mim é. - ele disse num tom de nervosismo. - Quase tive um ataque de nervos quando soube que você se machucou. - ele não olhava nos meus olhos. - Sei que pode ser patético e que isso não muda nada para você, desde aquele acontecimento que a gente ficava, eu não vim mais para cá, você não sai da minha cabeça, nem do meu coração. - ele soltou a minha mão. - Eu te amo Lorena.
Eu me sentei na cama, observando-o, eu não disse nada.
Ele sentou perto de mim.
- Pode ser mais patético ainda, mas eu nunca fui safado, eu me fazia de safado por você e você parecia gostar. - ele soltou um sorriso e eu também.
Ele veio se aproximando, tirou o cabelo do meu rosto.
- Seu sorriso é tão lindo. - e me beijou, mas eu afastei.
- Desculpa, mas eu amo o Bernardo. - novamente senti o nariz ardente e as lagrimas rolavam.
Não conseguia parar de chorar, onde estaria o Bernardo? Ele estaria bem? Com quem? Por que não estava comigo?
Deodoro saiu do quarto, fiquei sozinha novamente com meu choro. Logo vi meu pai.
- Filha que bom que você está acordada! - me abraçou - Sua mãe está ai! - eu olhei nos olhos do meu pai, ele parecia feliz e tranqüilo.
Avistei a minha mãe na porta, fazia 2 meses que não à via.
- Que barriga é essa? - eu disse impressionada.
- 4 meses querida! - todos rimos.

Voltei pra casa. Descobri que havia quebrado um pé e algumas costelas. Descobri que ninguém soube da real história. Descobri que a Ju ainda era minha amiga e que a Jo havia se mudado. Descobri que Deodoro era apaixonado por mim e que ele e a Sofia eram muito legais. Só não descobri onde estava o Bernardo e isso não me deixava bem.
Passei a ir para o colégio, nenhum sinal do Bernardo. chorava todo dia de saudade. Qualquer coisa me fazia lembra-lo. Eu andava agasalhada, sentia frio, sentia falta daquele calor que só sentia com o Bernardo.
Havia passado um mês desde que tudo havia acontecido. A dor da falta me corroía.
- Filha? - era o meu pai por trás da porta.
- Pode entrar pai.
Mais uma vez eu estava no quarto, essa minha rotina desde tudo que havia passado.
- Eu e sua mãe vamos amanhã para Europa - disse sentando. - quer ir com a gente? - esticou um passaporte. - Pode ser melhor para você. - E saiu pela porta.
Tudo havia mudado, eu havia me tornado mais compreensiva e menos rebelde. Descobri que o amor modifica as pessoas e que o amor verdadeiro dura séculos.
Levantei, fui até a sala.
- Pai - ele olhou para mim. - vou para França.
Meus olhos estavam cheios de lagrimas, dei um sorriso e sai.
Ainda tinha a esperança de encontrar o Bernardo, mas nenhum sinal.
Fui à casa da Ju, me despedi, sem lagrimas, ela me compreendia.
Passei na casa dos pais do Bee. Eles me deram uma fotografia em que estava eu e o Be, que eu não sabia que havia tirado, fui embora.
Antes de ir para casa sentei na praça, onde eu e o Bernardo ficávamos juntos. Por um momento parecia que o Bernardo estava comigo, podia sentir seu calor.
Voltei para casa sentindo o Bernardo comigo, como não sentia há algum tempo.
Fiz as malas e fomos para o aero porto. Olhava atentamente ao redor pensando em encontrar em algum desses rostos o bernardo, mas nada.
- Voo 3945. - disse a aero moça.
- Vamos filha, nosso voo.
Eu observei tudo em volta atentamente, mas nenhum sinal do Bernardo, nem sinal do seu calor.
Criei coragem, enxuguei as lagrimas, quando ouvi abafado:
- Lorena!
Olhei rapidamente, mas não vi ninguém.
- Rápido, Lorena! - disse minha mãe quase entrando no vôo.
Segui em frente, estiquei meu passaporte, quando ouvi novamente.
- Lorena!
Sai correndo, era o Bernardo.
- Bernardo!
As lagrimas rolavam insistemente nos nossos rostos. Eu estava novamente nos braços do Bernardo.
- Eu te amo! - nós dissemos juntos e nos beijamos.
- Ultima chamada, vôo 3945!
Olhei apreensiva pro Bernardo.
- Eu vou para França! - ele disse com um sorriso que eu sentia falta.
Seu calor me envolvia, e seguimos em frente com em um abraço.
novamente estávamos juntos!

Back to you it always comes around, back to you. I tried to forget you, i tried to stay away but it's too late over you, I'm never over.



sexta-feira, julho 2

Dizem que uma fotografia diz mais do que palavras, será?

Fui indicada pela Naty para expor a minha vida, em fotografias!

Quem sou eu:

O que me faz sorrir:










O que me faz chorar:




Minha cor é:



A melhor lembrança:




A musica é:




Um filme:




Um pecado:



Um cheiro:




Esporte:




O hobby:







O(s) livro(s) :





Sonhos:










Três lembranças fofas da infância:













Indico pros seguintes blogueiros:

Alexandre do Elos no Horizonte.
Itálo do Manuscrito.
Yasmim do Heute und Immer.
Letícia do Resmunguilios.
Jean do Keep Out.
Juliana do Momentos Lala.

Próxima postagem eu vou postar todo o fim da história, completo. OK? ;*