sábado, setembro 25

Letter for you

22 de dezembro de 1998, Londres

Louis,

Chove aqui em Londres, está tudo cinza. Você sabe o quanto este tempo cinza me assombra, não há muito tempo... Mas assombra desde que você decidiu ir para Madri. Era tão motivador dias cinzas quando você estava aqui comigo, hoje eles são o que eu mais evitaria, depois do seu olhar, se fosse possível.
As dores ainda são visíveis. Desde que você se foi, já me peguei inúmeras vezes tentando recordar o nome da rua onde era sua casa ai em Madri ou até mesmo, já me peguei dentro do aeroporto esperando por você. Em vão eu sei, mas eu não consigo controlar. Parece que a sua falta consome todo o meu ser e me faz agir sem pensar, porque o meu pensamento aaa... bem que eu queria saber por onde ele anda. Juro que não sei. Você não o viu por ai?
Tudo parece tão vazio neste apartamento desde que você se foi. As vezes olho pela janela lá embaixo, não sei se por reflexo, mas sempre vejo alguém com uma blusa igual a sua, aquela que eu usava nos dias cinzas e você adorava ve-la em mim. Desço as escadas correndo, ao chegar lá embaixo percebo que foi em vão. Não era você.
Quantas vezes, por ilusão, eu me arrumei e fui até o nosso barzinho favorito lá no Blackheath, onde a gente se conheceu. Sentava em alguma mesinha que dava para ver o bar todo e, sem querer, me via cutucando alguém e perguntando se era você.
O meu coração ao ouvir teu nome ainda bate forte, ele te chama quase toda hora, e as vezes chora.
Não encontro ninguém para me dizer se você pensa em mim. 
É impossível esquecer quando se ama assim deste jeito. 
Meu Deus, já cometi tantas coisas sentindo a sua falta... Me diz uma coisa, o que eu faço com esta parte do meu coração que ficou aqui, sem rumo, sem paz e que sempre chora e pede por você? Não sei como está sua vida ai sem mim... Não sei se pensa em mim, não sei se alguém já te beijou e se alguém já esteve onde eu estive com você, se alguém já sentiu seu abraço quente ou se ao menos você conseguiu pronunciar a palavra amor.
Já rasquei diversas cartas, porque nada consegue dizer... Não sei se vai receber esta carta, estou mandando ao seu antigo endereço, que por um acaso achei em uma camisa sua que você esqueceu aqui.

Eu sinto a sua falta meu amor... Não importa o tempo que passar, eternamente vou te chamar de amor.

PS.: Eu ainda te amo...
Beijos com saudades, Anne.
22:07

Trechos em negrito da musica Vou te chamar de amor - Zé Henrique e Gabriel aqui.

sexta-feira, setembro 17

Eu sou assim, ê

Corro muito, vou para todo lado levando comigo quem tá do meu lado... É o que eu te disse, eu sou assim.
Wilson Sideral - Fugindo de mim.
E lá estava ele. Era estranho estar ali, somente observando. Cada movimento era único e eu os conhecia perfeitamente, desde o jeito em que seu olhar estava perdido como você movimentava as mãos. Era incrível, como eu sabia, como eu achava que cada cena se repetia, pois os movimentos eram os mesmos.
Passa um carro ele entra e eu me pergunto, por que não fui falar com ele? Parece que estou a mil milhas de distância, mas eu te sinto perto.

Gente, me perdoem a falta de atualização, mas a falta de criatividade me apertou. Esperou que volte ao normal, riri

quarta-feira, setembro 1

You found me!



Olhar por cima da cidade. Saber que tudo lá embaixo é tão minúsculo diante do que eu sinto por você!
Este vento que bate contra nossos corpos, faz com que seu corpo aqueça o meu.
É incrível toda esta sintonia. Te sinto perto e longe ao mesmo tempo.
Queria que o tempo parasse. Permanecesse só eu e você para você saber o quanto eu te amo.